Hipermercados
Prezados leitores, neste fim de semana passado fui vitima mais uma vez do menosprezo no qual determinadas redes de supermercado tratam seus clientes. O que aconteceu? Bem, pelo menos aqui na capital onde moro, é um costume, estranho, mas lucrativo para estas gigantes redes multinacionais de supermercados, que os habitantes passem a maior parte do seu tempo livre, sábados, domingos, feriados, horários de almoço e após horário de trabalho, entupindo estas lojas chamadas hipermercados. Para mim, domingo, meio dia, é hora de estar reunido com a família para almoçar, e não hora para ir ao mercado fazer compras. Mas infelizmente precisei ir a compra de um mísero refrigerante, por negligência minha confesso, pois devia ter comprado antes. Agora ir no mercado domingo na hora do almoço é passar por uma sessão “puta que pariu”. Começa pelo estacionamento. Onde pessoas idiotas e mal educadas tentam estacionar o mais próximo possível da porta do estabelecimento, porque morrem se tiverem que andar um pouco. Deste jeito vão morrer mesmo. Cheias de gorduras entupindo suas veias. Mas ta, hoje não estou escrevendo para reclamar de pessoas. Ótimo. Consigo estacionar facilmente um pouco afastado da entrada. Após entrar, a parte de entrar pegar uma cestinha, escolher o refrigerante (quente, porque o que você quer nunca tem gelado) é tranqüila. A insatisfação começa ao entrar na fila para pagar. Gente pra caralho. Não há outro termo. Os operadores de caixa, que ganham uma mixaria (eu sei pois trabalhei em mercado) e fudidos da cara por trabalhar domingo fazem força para corpo mole e lerdeza. Não há empacotadores, culpa nossa, por fazermos nossos pacotes, uma burrice sem tamanho, e que é um assunto que falarei posteriormente. E após meia hora de fila, finalmente consigo pagar a porcaria do refrigerante, que depois disso tudo nem sei se queria mais. Não é a toa que há muitas farmácias que mais parecem supermercados, vendendo medicinas, pães, leites e se marcar até arroz e feijão, porque para muitas pessoas que tem o que fazer no tempo livre, tempo é dinheiro e felicidade. Ah, como eu adoro mercadinhos de bairro, fora da hora do almoço é claro.
Escrito por Mauricio Pereira às 17h04
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